Câncer de Mama: A Pressa é amiga da Cura

Câncer de Mama: A Pressa é amiga da Cura

O câncer de mama é a segunda neoplasia maligna mais frequente no mundo e a mais comum entre as mulheres, sendo umas das principais causas de morte por câncer. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), a frequência do câncer de mama vem aumentando no mundo inteiro.

Qual a importância na detecção precoce do câncer de mama?

De acordo com dados do INCA (Instituto Nacional de Câncer), no Brasil, as taxas de mortalidade por câncer de mama ainda continuam elevadas, muito provavelmente porque a doença ainda é diagnosticada em fase avançada. Se diagnosticado e tratado precocemente, o prognóstico é bom, com grandes chances de cura.

Como fazer o diagnóstico precoce do câncer de mama?

O uso crescente de métodos de imagem para rastreamento, como mamografia, ultrassonografia e ressonância magnética, têm permitido a detecção precoce dos tumores de mama, ou seja, neoplasias de tamanhos muito pequenos, ainda em fase inicial de desenvolvimento. Lesões que muitas vezes não podem ser detectadas pela palpação do médico ou pelo auto-exame feito pela própria paciente. Caso a lesão seja suspeita na imagem, deverá ser feita a coleta do material dessa área para que o médico patologista examine e faça o diagnóstico da natureza benigna ou maligna. Após este diagnóstico é feito o planejamento do tratamento. .

Como o médico patologista faz o diagnóstico do câncer de mama?

Existem várias formas de se realizar a retirada de parte ou de toda a área suspeita para a análise feita pelo médico patologista e cada uma tem sua indicação específica:


  1. Punção aspirativa por agulha fina (PAAF):
 Aspiração de células através de agulha e seringa, sendo o ideal sempre ser guiada por aparelho de ultrassonografia. É um exame ambulatorial rápido, pouco doloroso e minimamente invasivo.
  2. Biópsia de fragmentos (Core Biopsy):
 Consiste na retirada de fragmentos de tecido da área suspeita através de uma agulha grossa, guiada por ultrassonografia, mamografia ou ressonância magnética. É feita sob anestesia local.

  3. Mamotomia:
 Biópsia feita com agulha grossa acoplada a uma pistola especial (biópsia a vácuo), guiada por ultrassonografia ou mamografia. Dependendo do tamanho da lesão (nódulo ou microcalcificações), pode ser totalmente retirada através desse procedimento.

  4.  Ressecção cirúrgica: Consiste na retirada de toda a lesão suspeita por cirurgia. Apesar de ser o método mais invasivo, já funciona ao mesmo tempo como uma parte do tratamento.

O câncer de mama tem cura e o diagnóstico precoce é o principal caminho para que isso seja uma realidade cada vez mais freqüente.

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