Exame de Imunohistoquímica

Exame de Imunohistoquímica

O exame anatomopatológico é aquele no qual o médico patologista avalia um material biológico de um paciente, que foi retirado por biópsia, cirurgia ou outro tipo de coleta. Algumas vezes, o médico patologista precisa de técnicas complementares para conseguir alcançar o diagnóstico correto. Dentre estas técnicas, o estudo Imuno-histoquímico exerce papel fundamental para fins de diagnóstico e prognóstico de muitas doenças.

O propósito do exame imunohistoquímico é reconhecer antígenos e assim identificar e classificar células específicas dentro de uma população celular morfologicamente heterogênea (ou aparentemente homogênea). A visualização do complexo antígeno-anticorpo é possível pela adição de um cromógeno conjugado ao anticorpo e enzima que pode então ser observado ao microscópio. 

ENTRE AS PRINCIPAIS APLICAÇÕES DA IMUNOHISTOQUÍMICA PODEMOS CITAR:

  1. DETERMINAÇÃO DE FATORES PREDITIVOS DE NEOPLASIAS

Alguns marcadores imuno-histoquímicos podem ser utilizados para identificar móleculas-alvo para tratamentos oncológicos modernos e individualizados, beneficiando os pacientes, como os receptores de estrogênio e progesterona e oncoproteína c-erbB-2/HER2 no câncer de mama, o CD20 nos linfomas, o EGFR e VEGFR em diversos tipos de tumores, entre outros.

  1. DETERMINAÇÃO DE FATORES PROGNÓSTICOS DE NEOPLASIAS

Alguns marcadores imuno-histoquímicos podem ser utilizados para identificar o provável comportamento de uma determinada neoplasia.

  1. DETERMINAÇÃO / SUGESTÃO DE SÍTIO PRIMÁRIO DE CARCINOMA/ ADENOCARCINOMA

Alguns carcinomas/ adenocarcinomas são descobertos sem sítio primário identificado clinicamente. A imuno-histoquímica pode sugerir o sítio primário mais provável e auxiliar na escolha do tratamento mais adequado, bem como conhecimento do prognóstico. Como a oncoproteína p53 e o antígeno Ki-67 em carcinomas, linfomas e tumores cerebrais.

  1. DETERMINAÇÃO DE TIPO / SUBTIPO DE LINFOMAS E LEUCEMIAS

A adequada classificação destas neoplasias permite o tratamento personalizado e mais eficaz, bem como conhecimento do prognóstico.

  1. DIAGNÓSTICO DE TUMORES INDIFERENCIADOS

Algumas vezes o exame histopatológico não consegue definir se um tumor é um carcinoma ou linfoma ou melanoma ou sarcoma. Como cada tipo de tumor tem um tratamento e evolução diferente, é importante tentar diferenciá-los através da imuno-histoquímica, que vai pesquisar moléculas associadas a diferentes tipos de tumor.

  1. DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL ENTRE TUMORES E ESTADOS REACIONAIS

Alguns processos inflamatórios (reacionais) podem ser de difícil distinção com câncer pelo exame histopatológico. Por exemplo: linfadenites x linfoma; alterações prostáticas benignas x câncer de próstata; doenças benignas x câncer de mama.

  1. DIAGNÓSTICO DE DIVERSAS DOENÇAS INFECCIOSAS

Por vezes é difícil determinar o agente etiológico de doenças infecciosas, particularmente os vírus. A imuno-histoquímica pode identificar as moléculas produzidas por diversos agentes infeciosos, como o da toxoplasmose e muitos vírus, como o Citomegalovírus (CMV), vírus de Epstein-Barr (EBV), Herpes simplex tipos I e II, vírus das Hepatites B e C, HSV8 etc.

  1. CLASSIFICAÇÃO MOLECULAR DO CÂNCER DE MAMA

Através da análise dos marcadores de receptor de estrogênio, receptor de progesterona, oncoproteína HER2 / c-erbB-2 e antígeno Ki-67 é possível definir um dos 4 perfis moleculares do adenocarcinoma de mama -tipos LUMINAL A, LUMINAL B, HER2 ou BASAL / TRIPLO NEGATIVO. Esta definição tem valor preditivo, uma vez que auxilia na escolha do tratamento mais adequado.

CLASSIFICAÇÃO MOLECULAR DO CARCINOMA  DE MAMA ATRAVÉS DA IMUNO-HISTOQUÍMICA

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  1. ANÁLISE DE INSTABILIDADE DE MICROSSATÉLITES EM TUMORES COLORRETAIS

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